Victor Martins
Da equipe Manual dos Focas
Depois de muita espera e alguns problemas técnicos, chegamos a final do concurso Cumplicidade: uma foto, um texto. Obtivemos 48 inscritos que, somados, apresentaram pouco mais de 100 fotos e …
Diversos textos sobre o jornalismo e a sociedade moderna.
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Marcus Vinícius Leite
Da equipe Manual dos Focas
Um peso na consciência. Uma herança, que infelizmente sujou a história do Brasil. Um relato fidedigno de uma operação realizada pelo Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), órgão de inteligência e repressão do governo brasileiro durante o regime inaugurado com o golpe militar de 31 de março de 1964, os chamados “Anos de Chumbo”. Esse é o cenário que o jornalista gaúcho Luiz Claudio Cunha revela no livro Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios.
A obra trata de um tempo em que adversários eram punidos com a tortura, o desaparecimento e a morte. O seqüestro dos uruguaios Lílian Celiberti e Universindo Díaz em 1978, numa ação dos órgãos de repressão do Uruguai e do Brasil, expôs as vísceras da ‘Operação Condor’ à opinião pública brasileira e internacional. Fundada em 1975 no Chile de Pinochet, a Condor era uma ação terrorista de Estado que atropelava fronteiras nacionais e afrontava direitos humanos, forçando o desaparecimento de quem ousasse contestar os regimes de força dos generais. Dissidentes políticos eram caçados por comandos clandestinos militares e policiais.
Destinado a combater o chamado “inimigo interno”, como a de outros órgãos de repressão brasileiros no período, a sua filosofia de atuação era pautada na Doutrina de Segurança Nacional, formulada no contexto da Guerra Fria nos bancos do National War College, instituição norte-americana, e aprofundada, no Brasil, pela Escola Superior de Guerra.
Cunha e seu fiel escudeiro-fotógrafo J.B Scalco, contam detalhes inéditos da operação binacional da única Condor que deu errado. Eles narram as torturas praticadas no casal uruguaio no DOPS gaúcho por um capitão do Exército uruguaio, sob o olhar cúmplice do delegado Pedro Seelig, o policial mais famoso e temido da repressão no sul, tudo sob o aval e conhecimento do comando militar brasileiro em Porto Alegre e em Brasília.
Seelig ganha uma biografia reveladora, dele e daqueles tempos. O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do mais violento DOI-CODI do país, o da rua Tutóia, mostra seu dedo inesperado no seqüestro gaúcho. E os governadores Synval Guazzelli e Amaral de Souza entram na história com detalhes insuspeitos e constrangedores.
Com uma cadência que prende o leitor do inicio ao fim, Operação Condor: O Seqüestro dos Uruguaios faz uma reconstituição de cenas (rapto, tortura e assassinato), a obra vai além do simples relato do seqüestro, buscando elementos para compor um quadro sensível do que foi a perseguição política nos regimes ditatoriais. Comove ao registrar o sofrimento de pessoas simples, que tiveram suas vidas rechaçadas pela intolerância. Importante registro histórico, que mantém viva a memória dos oprimidos e esclarece as novas gerações, estimulando a luta contínua contra os opressores.
Quem tiver afim do livro, pode dar uma olhada no site da editora.
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Sara Campos
Da equipe Manual dos Focas
Hoje, Dia Internacional da Mulher. Ao contrário do que eu pensava, não fui surpreendida com um flor ou qualquer outra homenagem clichê. Preciso ter calma porque afinal, o dia está …
Larissa Brainer
Da equipe Manual dos Focas
A campanha para as eleições municipais tinha começado há quase um mês. Tempo esse que era o mesmo que eu tinha na editoria de Política de um jornal diário, como …
Lali Mariáh, escreveu o texto abaixo para o nosso especial de Carnaval. Como o especial não aconteceu direito e hoje é dia da mulher, aproveitamos o momento porpício para publicar como a mulher fica presente …
Informações do Centro Knight de Jornalismo nas Américas
Veja o que passa um repórter em busca de informação. Neste vídeo do jornal Dez Minutos, gravado durante uma coletiva na prefeitura de Manaus para tratar da redução …
Do site da Abraji
Foi lançado nesta quarta-feira, 3, o projeto Meritíssimos, da ONG Transparência Brasil, que trabalha com o monitoramento do poder público. O objetivo é organizar dados que sirvam de base a questionamentos sobre …
João Porto
Da equipe Manual dos Focas
Abaixo disserto, de maneira bem curta, dois livros virtuais que foram lançados recentemente e são gratuitos. Ambos podem ser utéis para a vivência como jornalista. O primeiro conta a história …
Há quem seja contra, mas uma coisa não podemos negar: a incorporação de palavras estrangeiras ao vocabulário do dia-a-dia só ajuda no enriquecimento da língua portuguesa, em todos os ramos – jornalístico, publicitário, empresarial, cultural …