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O Manual dos Focas é um blog feito por jovens jornalistas dedicado para estudantes e iniciantes na profissão. No nosso blog você encontra dicas de emprego e histórias contadas por focas de diversas partes do país. Nós também selecionamos notícias sobre o mercado jornalístico para informar os visitantes sobre o que ocorre nas redações. Boa leitura!

Advogado ataca jornalistas, a quem chamou de classe “sem diploma”

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O advogado Francisco Rogério Del Corsi, que faz a defesa de Camila Dolabella, acusada pela morte de Aline Silveira Soares em um ritual envolvendo um jogo de RPG, ocorrido há oito anos, agrediu três jornalistas do jornais Estado de Minas, O Tempo e de uma emissora de TV de Ouro Preto.

As agressões ocorreram em dois dias. Na chegada ao Fórum de Ouro Preto, na última quarta-feira (01/07), Del Corsi quase atropelou uma repórter. Na discussão o advogado chamou os jornalistas de “vagabundos” e “despreparados”. “Vocês sequer têm diploma”, disse Del Corsi, se referindo ao fim da exigência de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão.

Na quinta-feira (02/07), na porta do Fórum, o advogado deu um soco no fotógrafo do Estado de Minas, Emmanuel Pinheiro. O soco acertou a máquina do jornalista, que bateu em seu rosto. Del Corsi ainda fez uma ameaça: “Depois, encontro com o senhor na hora que o senhor quiser”. Após ameaçar Emmanuel, o advogado xingou o fotógrafo do jornal O Tempo, Bruno Figueiredo.“E você é um F.D.P”, disse Del Corsi apontando para o fotográfo.

Os três jornalistas registraram um boletim de ocorrência contra o advogado. Os profissionais também pretendem protocolar uma reclamação formal à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Minas Gerais.

Os jornalistas acreditam que as confusões provocadas por Del Corsi não passam de uma estratégia dele para adiar o júri.
Com informações da Band e do portal UAI, do jornal Estado de Minas.

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Diário de um foca: o dia em que virei fonte

Deco  Bancillon

Da equipe Manual dos Focas

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Coluna em três tempos. Cada qual à sua maneira. Um só assunto.

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O esporro
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Nunca pensei em ser fonte. Quiçá dar entrevista. Mas fiz. E já me arrependo. Sobretudo porque me formei jornalista. E lá aprendi a fazer perguntas, obter respostas, questionar o mundo. Aprendi a não deixar que te enrolem, a fugir de respostas prontas, a ser repórter.
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Estar do outro lado é dar a cara à tapa. É se arriscar num jogo que não é o seu. O jornalista que se deixa entrevistar (em assunto que não trata de imprensa) joga numa posição desconhecida. Se expõe e aceita o risco de recorrer a frases prontas. A achar que tudo sabe e que sua opinão tem poder ditar o que quer que seja. Produz factóides de si mesmo.

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A surpresa
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Nesta semana, recebi um email de um jornalista que me pediu entrevista.
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Imaginei ser algo sobre o blog. Mas vi que se tratava de economia. Pensei, então, que procuravam pessoa que acabara de aportar em tal assunto. E até me fiz explicar (convencendo a mim mesmo) que, de fora, o jornalista poderia ter visão menos comprometida da cobertura.
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E errei novamente.
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Descobri do que falaria somente quando chegaram as perguntas. Quatro das quatro diziam respeito aos rumos da economia. Tinham como base questionamentos sobre a política de medidas e a crise financeira. Perguntas que se faria para um economista com experiência de mercado. E títulos. Não a um foca recém-formado e que mal acabara de pisar numa redação.
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Por isso pensei em não responder. Mas me corrompi. E mandei um texto com respostas que fui treinado a ouvir das pessoas que entrevisto. Reproduzi ideias que não eram minhas. E apesar de terem saído de minha pessoa, acabei sentindo um estranhamento quando as vi publicadas abaixo de minha foto.
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O resultado

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Ver seu nome numa manchete choca num primeiro momento. Sobretudo quando percebe quão grande foram as palavras que lhe saíram à boca.
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Até minha foto achei estranho na página da web. Um sentimento de êxtase (narcisista) e medo por ter conferido ao assunto opinião contundente. Quem penso que sou para opinar sobre os rumos da economia.

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Quantos não foram os leigos que deram com os burros n’água ao tentar prever um juro sequer.
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Por que então fiz aquilo? Nem eu sei. Mas pensarei mais vezes se me chamarem novamente.

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leia aqui a entrevista

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Comissão do MEC propõe mestrado profissionalizante e estágio obrigatório

Izabela Vasconcelos
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A Comissão que propõe a revisão das diretrizes curriculares para o curso superior de jornalismo recomenda mestrados profissionais na área. De acordo com a Comissão, criada pelo Ministério da Educação (MEC), com o mestrado em jornalismo, profissionais formados em outras áreas poderão atuar em veículos de comunicação.

“Essa proposta abre a possibilidade para que os jornalistas cursem mestrados em outras áreas e que, com o mestrado, profissionais de outra formação se especializem em jornalismo. Está de acordo com as tendências internacionais. Vejo isso como positivo”, avalia Carlos Chaparro, membro da Comissão.

Além da proposta de mestrados profissionais, a Comissão também recomenda aumento da carga horária dos cursos de jornalismo, de 2.700 horas para 3.200. De acordo com as novas diretrizes propostas, os estudantes devem cumprir 200 horas de estágio obrigatório em veículos de comunicação, e não mais nos jornais laboratório das universidades.

O relatório, que está em fase final, será apresentado ao ministro da Educação, Fernando Haddad. O prazo termina em 19 de agosto, mas a Comissão acredita que deve fazer a entrega antes dessa data.

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Diário de um foca: o dia depois do furo

Deco Bancillon
Da equipe Manual dos Focas

 
  
Acordei esta manhã mais magro. Acho que ter rasgado a calça enquanto me agachava mexeu comigo. Com meu moral. Minha integridade. Coisa de homem. Ou de gordo.
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Escolhi um terno mais folgado para trabalhar hoje. E levei comigo também, numa sacola vermelha, a calça do vexame. Iria devolvê-la ao lojista assim que saísse do serviço, lá pelas 20h30. E não aceitaria não como resposta.
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Logo que entrei na loja, o vendedor me perguntou se o terno havia ficado bom. Não respondi. Apenas lhe entreguei a sacola e pedi para que olhasse dentro dela. Ele fez que sim. E assustou-se com o que viu.
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Contei a ele do episódio da coletiva, do constrangimento de ter ficado com a bunda de fora numa cerimônia em que participaram mais de 200 pessoas. E atenuei o fato de estar presente o presidente Lula. Sorridente, o vendedor disparou: “Ainda bem que não foi o Serra”.
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Não ri.
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Contei ainda ao vendedor que havia escrito um texto sobre o episódio, e garanti a Marcone que não havia mencionado que a loja em questão é a Buckman, do 4º andar do shopping Conjunto Nacional, em Brasília. Dei a ele a certeza que não tinha revelado essas informações.
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Não tinha, ainda.
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Antes que saísse, o vendedor me pediu para que aceitasse as desculpas, e me prometeu conseguir outra calça, de um modelo maior. E admitiu: “Essas calças, volta e meia, dão trabalho. Dia desses um cliente voltou aqui reclamando que tinha rasgado. Mas acho que agora vai ficar bom, porque eu vou pedir pra costureira reforçar o cós”.
 
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Senti-me menos gordo.

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Contatos relevantes para entender o que acontece em Honduras

João Porto

Da equipe Manual dos Focas


Antes de repassar as informações quero aproveitar o post para fazer algumas recomendações, por isso me desculpem se o texto for um pouco extenso.

Recentemente fui informado pelo Twitter da @anaestela que existe uma lista no Brasil que comenta sobre o Jornalismo Internacional.

Decidi participar da lista, mesmo sem ser repórter internacional. Sabe como é todo mundo sonha em um dia ser correspondente em Nova York ou quem sabe reportar direto do Líbano.

Fiz meu pedido de cadastro na lista e quero compartilhar com vocês algumas dicas de como não ser inconveniente em grupos de discussão.

  • Se apresente ao moderador quando for fazer o pedido para entrar na lista. Isso facilita o julgamento dele para você entrar.
  • Ao comentar os e-mail tenha certeza no que está dizendo, listas de e-mail não podem ser alvo de discussões idiotas. Muita gente usa esta ferramenta para debater assuntos relevantes, às vezes ler o que os outros escrevem é melhor do que tentar ser engraçadinho com uma informação importante.
  • Não compartilhe informação que não é relevante para a lista, muito cuidado quando mandar aquele e-mail para todo mundo. Veja se o e-mail da lista não está incluído nos contatos.
  • Antes de republicar algo em blog ou rede social que você leu na lista. Sempre peça autorização para o autor e dê os créditos. Algumas listas têm informações privilegiadas e nem sempre o que é divulgado nelas pode ser acessado pelo grande público.

Agora vamos ao que interessa os contatos para cobrir o golpe militar em Honduras. Vale lembrar que até hoje nenhum golpe militar foi bem sucedido após a Guerra Fria e vários países do mundo não reconhecem a liderança militar que assumiu em Honduras como um Governo de fato.

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Presidência convida internautas a colaborar com o Blog do Planalto

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República lançou, nesta segunda-feira (29/6), consulta técnica online com o objetivo de aprimorar o Blog do Planalto, novo canal de comunicação da Presidência da República voltado para as comunidades da internet, previsto para ser lançado em julho.

A consulta tem um questionário para os interessados em participar apontarem o que gostariam de ver no Blog, tanto no que diz respeito ao conteúdo quanto às questões técnicas, tais como a sugestão de softwares. O preenchimento do questionário é anônimo e tem como objetivo descobrir as expectativas dos futuros leitores para que sejam definidas as melhores ferramentas de comunicação.

Para participar da consulta é necessário acessar a página  http://www.planalto.gov.br/consultablog, responder às perguntas, e seguir as instruções para enviar as respostas do questionário.

A pesquisa ficará disponível até o dia 7 de julho de 2009.

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Diário de um foca: o dia do grande furo

Deco Bancillon

Da equipe Manual dos Focas

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Todo foca sabe da importância do furo. É o que move boa parte da imprensa. E o que dá aumento de salário, prêmio. Eu mesmo sempre quis ter um. Dos grandes, com repercussão em horário nobre. De preferência no Jornal Nacional. É um grande sonho. E aposto que deve ser o de muita gente também.

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A fobia é tamanha que chego a me pegar sonhando acordado. Como hoje, segunda-feira, 29. Como lembrei em minha última coluna, recentemente fui designado para cobrir assuntos da Fazenda federal. E tudo que ela envolver, como a cerimônia em que foram anunciadas medidas de desoneração e renúncia fiscal pelo governo.

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Tudo para estimular a economia. E fazer com que a roda da produção gire mais rápido.

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A lógica é simples: diminui-se imposto, o produto fica mais barato e o consumidor aproveita a oferta. Se for financiado então, melhor ainda. Isso faz com que a indústria produza mais, empregue mais e recolha mais imposto para o governo. No fim das contas, todo mundo ganha. Economistas enfadonhos batizaram essa ação de política anticíclica.

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E eu com isso?

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É o que me perguntei logo quando cheguei ao (Palácio do) Itamaraty, onde ocorreu a maior coletiva que já participei.

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Tente imaginar algo como 100 caóticos jornalistas, cinegrafistas e radialistas se acotovelando por declaração de ministro. Projete também um ambiente em que só há duas tomadas, que devem abastecer (com uma infinidade de extensões) computadores de agências de notícias. Pouco mais que 15. É ou não um lugar propício a dar merda?

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E deu.

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Fiquei sem tomada. Meu computador, sem energia. O que aconteceu à calça do terno que havia comprado há menos que uma semana foi ainda pior.

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Desesperado, temi não conseguir transmitir a matéria, e decidi buscar por tomadas em todo o lugar. A peregrinação acabou por volta das 12h30, momentos antes de ter início o evento.

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Ao tentar encaixar o fio que abastece meu computador à tomada, ouvi um som que me soou familiar. E catastrófico. Rasguei o fundo da calça de fora a fora. E fiquei com o traseiro à mostra. Sem mais nem menos.

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Um grande furo. O primeiro de minha vida como jornalista diplomado. E que alegrou alguns poucos colegas da imprensa que notaram a cor da cueca que eu usava por debaixo do terno grafite.

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Não sabia se sentia mais raiva da loja que me vendeu o terno podre ou dos lanches que comia de madrugada.

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Pensei na gozação que seria se todos vissem. Se Lula, sempre brincalhão, usasse meu “furo” na calça para fazer alguma analogia com a economia brasileira. E de meu amigo e editor deste blog, João Porto, que sempre diz que “gordinho só faz gordice”.

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Se faz.

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