jan
16
2012

Concurso internacional de fotografia sobre direitos humanos

A organização FotoEvidence está com as inscrições abertas para seu concurso de fotografia. O vencedor terá um livro publicado com o seu projeto, como parte de uma série dedicada conscientização contra a injustiça social.

As inscrições se encerram no dia 15 de fevereiro. Os interessados devem enviar até 15 imagens de um projeto, juntamente com a taxa de inscrição US$50. (Os organizadores do concurso podem dispensar a taxa de inscrição mediante a um pedido por escrito.)

Para mais detalhes sobre o concurso acesse o site.

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jan
11
2012

Programa de Jornalismo da Reuters encerra inscrições no próximo dia 31

Dando continuidade aos programas de bolsas internacionais para jornalistas hoje apresentamos o programa de jornalismo da Reuters administrado pela Universidade de Oxford.

Voltado para repórteres mais experientes o programa trabalha com a possibilidade dos profissionais aprofundarem assuntos sem a pressão dos prazos das redações.

Para ter maiores informações sobre o programa acesse o site.

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jan
10
2012

A TV e o Humor – Afinal, que país foi esse? – Parte IV

Tem como?!

Marcus Vinicius Leite
Da Equipe do Manual dos Focas

A imprensa foi feita para orientar a opinião pública, mas, em verdade, é a opinião pública que orienta a imprensa. Suas duas grandes forças são o crime e a política; a política é feita criminosamente e o crime não passa de política pra vender jornal.

Na imprensa moderna há seções para todo tipo de público, inclusive a de humorismo — mas não é qualquer leitor que percebe facilmente qual é verdadeiramente a seção de humorismo.

Muito jornalista tem outras profissões e faz da imprensa um bico: é que ganha o suficiente por fora, pra não abrir o bico. Para um linotipista, o jornal se divide em cíceros, para um redator em colunas, para um publicista em centíme­tros quadrados e para o proprietário em metros cúbicos — de encalhe.

O que não se pode negar é que a imprensa é uma profissão de futuro: os diretores sempre prometem um salá­rio melhor para o futuro. Os jornalistas se dividem em três categorias: os formados, os informados e os conformados. “Furo” é essa notícia sensacional que todos os jornais dão juntos, em primeira mão.

“Barriga” é a notícia que apenas um jornal dá, com absoluta exclusividade — bem-feito, quem mandou não confirmar? “Foca” é o novato que pede ao di­retor pra adiar a reportagem das enchentes porque é muito difícil trabalhar com as ruas inundadas. Mas uma coisa é ine­gável, através dos tempos: por mais que um jornal tire o corpo fora, acaba sempre no embrulho.

" Ta Rindo do Que?"

Para isso, o Manual dos Focas decidiu brincar com o (já fadado e deveras utilizado bordão) “Politicamente correto” aos que ainda sim insistem na carreira do humor daqui pra frente. Ficou assim o anteprojeto do rascunho de piadas para a atuação de comediantes, palhaços, engraçadinhos, redatores de programas humorísticos, cronistas e similares na sociedade:

Artigo 1º: A partir desta data, ficam vedadas, em todo território nacional, piadas de baixo calão e de gosto duvidável em apresentações ao vivo, textos para jornais e revistas, programas de TV, rádio e em produções cinematográficas nacionais em vídeo e/ou película.

As disposições em contrário são totalmente risíveis.

Artigo 2º: As piadas de “português”, publicadas em mídia impressa, devem trazer uma tarja nas medidas: 15 X 30 centímetros, com o seguinte texto (em fonte Helvetica Neue Bold Condensed, corpo 18): “A expressão “português” foi meramente ilustrativa, não trazendo em si ressentimento, crítica ou sentimento de menoscabo a qualquer povo ou nação”.

Se a piada for contada diretamente a mais de três pessoas, o gaiato em questão deve dizer a frase acima, no prazo máximo de 10 segundos, após o término das gargalhadas da platéia.

Adendo ao Artigo 2º: Ao proferir a frase pós-piada, o Comediante precisa dizê-la da maneira mais neutra possível. Não deve ironizá-la, ridicularizá-la ou mesmo introduzir cacos ou palavras ambíguas no contexto.

A não observância desse Adendo incorrerá em multa de até 100 salários-mínimos ou à condenação do Humorista a trabalhos sociais em ambientes antagônicos à sua personalidade, a saber, o Setor de Contabilidade do Instituto Brasileiro do Café ou o Arquivo de Facsímiles do Anexo II do Congresso Nacional.

Artigo 3º: Dependendo do teor de infâmia, os “trocadalhos do carilho” poderão ser considerados danosos aos interesses nacionais. Cada caso será avaliado por uma Junta do Conselho Federal de Humorismo e a pena obtida após Deliberação conjunta.

Artigo 4º: Anedotas que se refiram a homossexuais, afro-americanos, pobres, argentinos, gaúchos, cornos, gagos, fanhos, papagaios, corcundas, freiras e freiras corcundas passam a ser consideradas anticonstitucionais. O Conselho retirará definitivamente a “Carteira Funcional de Bobo” do Profissional que repercuti-las.

Artigo 5º: Referências explícitas a um hipotético órgão sexual desproporcional em anões numa determinada narrativa jocosa terá status de crime inafiançável – sem direito a habeas-corpus.

Artigo Único: Piadas com este projeto não serão toleradas e posteriormente punidas com rigor conforme o Estatuto aqui proposto. O engraçadinho-réu poderá ser deportado para o Zorra Total ou Praça é Nossa e, dependendo da gravidade, até mesmo para Portugal.

Amém?!

 

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jan
10
2012

Concorra a bolsas de estudo no Instituto Mundial de Imprensa

Pensando em construir uma experiência internacional e melhorar suas habilidades jornalísticas em outros países? Pois bem, janeiro é o mês ideal para conseguir uma oportunidade de bolsas de estudo fora de Brasil.

Durante os próximos dias vamos apresentar alguns dos principais cursos que estão com as inscrições abertas.

A primeira seleção será do World Press Institute as inscrições encerram-se no próximo dia 31. A bolsa começa em agosto, mas o processo de seleção é um pouco demorado e só será anunciado o resultado em Abril.

Para acessar as informações completas da bolsa visite a página do Instituto.

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jan
06
2012

Últimos dias para a inscrição do Prêmio Sebrae de Jornalismo

Jornalistas que produziram reportagens sobre micro e pequenas empresas e os empreendedores individuais serão reconhecidos na 4ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo. As inscrições devem ser feitas até o dia 16 de janeiro. A premiação é aberta aos profissionais da imprensa de todo o Brasil com trabalhos publicados de 1º de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2011. Os prêmios chegam até R$ 25 mil.

Os profissionais podem concorrer nas categorias jornalismo impresso, radiojornalismo, telejornalismo e webjornalismo. A novidade desta edição é a menção honrosa à cobertura jornalística feita em blogs ou redes sociais. Também serão concedidos prêmios especiais aos trabalhos de fotojornalismo e repórter cinematográfico e à melhor matéria inscrita sobre práticas vitoriosas em pequenos negócios. O trabalho eleito pelos jurados como o mais completo, de todas as categorias receberá o Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo e R$ 25 mil.

O concurso é realizado pelo Sebrae, com participação da Revista Imprensa, apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Os júris estaduais, regionais e nacional serão formados por representantes de cada uma das entidades envolvidas. O regulamento do prêmio está disponível no site www.portalimprensa.com.br/premiosebrae.

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dez
12
2011

A TV e o Humor – Afinal, que país foi esse? -Parte III

Marcus Vinicius Leite
Da Equipe do Manual dos Focas

E hoje, os jornalistas ficam pasmos com o uso líbero-poético de impropérios.Principalmente,quando utilizado como forma de humor. A exemplo, de extremo mau gosto, a apelativa cançoneta ‘in gospel’ cuspindo um jargão de xingamento popular, que circula pela internet.

Um moto-contínuo dispensável e sem graça alguma,porque não faz da palavra-vibração um mote meditativo e transformador… Aliás,perde-se ao longo da execução.

O palavrão como efeito risível (os humoristas sabem utilizá-lo tecnicamente – ) parece que é preciso um ‘timming’. O brasileiro sempre se  vangloriou-se por fazer um humor sem uso dessa fórmula fácil de apelativo. E  essa norma de conduta não foi imposta por ninguém.

Ao contrário,espontaneamente, os termos chulos apelativos e desnecessários. Pois, falar palavrões é apenas um desabafo, não muda em nada o fato que nos contraria. Assim como chorar por fracassos ou perdas. Há que se cumprir as obrigações e deveres, ao invés de desviá-los nos reclamos e desabafos infrutíferos.

As piadocas por aí viraram clichês absurdos e com a banalização da comédia em pé, tudo se transforma num motivo de riso bobo. Pois,  não dá tempo, precisam de lucros, está tudo à venda e vale qualquer coisa . Desde as pequenas anedotas com o tênis com amortecedor à gás, o carro com air bag nas quatro portas, a camiseta com o símbolo da anarquia, a opinião do publicitário formado em Boston, os livros do sebo, a máquina de lavar louças, o seguro de vida, o título do clube de campo, a dúzia de ovos caipiras com 25% a menos de colesterol, o lugar na fila, a vaga na faculdade, a moça da esquina, o rapaz de jaqueta, o habeas-corpus, o computador que escreve sozinho, o passe do jogador, a hora do advogado, os 50 minutos do psicanalista.

Vendem-se imóveis, vendem-se automóveis, vende-se bala de coco gelada, vende-se cartão de pedágio, vende-se cão fila, vende-se jazigo, vendem-se bijuterias, vende-se açaí na cuia com granola, vende-se cabelo natural, vendem-se ações da Petrobrás, vende-se pedra mineira, vendo capim colonião, vendo rim, vendo bordados de Birigüi, família muda e vende tudo.

Aceitam-se passes, moedas, dólar, peso argentino,comida, água, cheque, real, cartão de crédito, cheque administrativo,depósito interbancário,  tíquete-refeição, benefícios, imóvel no litoral, terra,  sobremesa, mulher, homem, criança (excento se você for o Rafael Bastos),  vaga na garagem,  lixo. Entendeu o que é “standup”? Agora,se quiserem soltar a língua, fiquem à vontade! Cuidado apenas pra não mordê-la e se engasgarem por aí. (Continua…)

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dez
05
2011

A TV e o Humor – Afinal, que país foi esse? -Parte II

Por Marcus Vinicius Leite
Da Equipe do Manual dos Focas

Os Cassetas foram para a Vênus Platinada pelas mãos de Arraes para serem redatores da TV Pirata. Começaram a fazer pontas como atores no programa Dóris para Maiores, com Dóris Giesse. Antes disso tudo tinham feito um único programa na TV Bandeirantes, o Vandergleison Show, em preto e branco, que virou um cult entre os aficcionados. Em 1992, o pessoal do C&P ganha um programa próprio, o Casseta & Planeta Urgente!, explorando exatamente o fato de serem atores canastrões, sem o menor traquejo como humoristas.

O programa sobreviveu muito ( uns 19 anos!) e obviamente há muito perdeu o fôlego e o frescor iniciais. Com fórmulas desgastadas, o programa não se renovou, sendo hoje um pálido espectro do que já foi um dia que pode ser assistido no Canal Viva da TV a cabo. Assim como a Praça é Nossa, Roberto Carlos, Rolling Stones e assim sucessivamente.

Falei dos publicitários de propósito, para provocar meus amigos. Obviamente não criticando esses briosos profissionais mas a profunda distorção histórica (política, econômica, cultural, social, não sei mais o quê) que faz com que nossa publicidade seja tão rica (em todos os sentidos) e bem humorada enquanto nosso cinema é tão paupérrimo e nosso humor televisivo tão lamentável.  Talvez partam do pressuposto “A publicidade americana é uma m****, mas o cinema deles é o mais poderoso do mundo”.

Do mesmo modo, enquanto estamos sujeitos às Zorras Totais, o humor na televisão americana impera. Poderíamos nos estender sobre o assunto, mas vamos nos ater a apenas um exemplo sintomático: o último episódio de Seinfeld parou o país coast to coast (como eles adoram dizer), exatamente como as finais da copa do mundo, o último capítulo de Roque Santeiro e ultimamente as transmissões das CPIs pela TV Senado fazem por aqui.(¬¬)

O que isso significa? Conspiração sionista para dominação do mundo através do humor judaico? Não sei. Agora… televisão, meus amigos, televisão é outra história. Como bem se diz, é uma fábrica de fazer loucos.

Neurose, cobranças, intrigas, estrelismo, egos inflados, falsidade, puxação de tapete, puxa-saquismo e mais uma carrada de elementos abjetos compõem a atmosfera pesada do ambiente televisivo. Sei disso porque já trabalhei lá. Tudo isso sem falar da máxima: “Em televisão você não pode ser bom, pois irá trombar de frente com seu superior que, invariavelmente, é medíocre”. (continua…na próxima semana…)

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