Retirado do Correio Braziliense de 26 de outubro, domingo.
As 420 faculdades que oferecemo curso de jornalismo no Brasilformam mais de 10 mil pessoastodos os anos. Esses números são da Federação Nacional dos Jornalistas(Fenaj) e, de acordo com o diretorda instituição, José Carlos Torves, é um número “razoável”, levando-se em consideração a populaçãodo país e a importânciada profissão para a democracia. Aos que ainda estão em dúvida sobre os rumos que a carreira pode tomar, o questionamento “O jornalismo é uma profissão do futuro?” será o tema do próximo Ciclo de Conferências “A Imprensa discute a Imprensa”. O evento faz parte das comemorações dos 200 anos do Correio Braziliense e da Imprensa Nacional e chega à 8ª epenúltima ediçãona próxima quarta-feira, no auditório do Centro Universitário Unieuro da Asa Sul, a partir das 19h. A entrada é gratuita.
Para responder à pergunta-tema e debater o assunto com profissionais e estudantes, o jornalista e autor de oito livros Nilson Lage, 72 anos, será um dos convidados. Lage é doutor em lingüística, mestre em comunicação e trabalhou em algumas das principais redaçõesdo Rio de Janeiro, como as do Jornaldo Brasil e O Globo. Com umavisão acadêmica e prática da profissão, Nilson Lage destacará as modificações radicais que a tecnologia provocou no jornalismo.“Entramos numa faixa diferente, onde as coisas acontecem muito rápido. Com isso, o jornalismo vai ocupar uma série de mídias que não ocupava antes. A internet permitiu que qualquer pessoa tenha espaço para falar da sua especialidade (blogs), e possibilitou aos meios de comunicação um contato direto com o público”, expõe. Pontos como a exigência do diploma e os novos meios de comunicação serão abordados não só por Lage, mas também pelo diretor-geral da Imprensa Nacional, Fernando Tolentino de Sousa Vieira, e João Cláudio Garcia, editor de Mundo do Correio Braziliense.
Outro integrante da mesa-redonda será o jornalista e mestre em ciência política Nelson Penteado, 55 anos, 34 dedicados à profissão. Para Penteado, professor do Unieuro, o advento da internet causou e causará ainda mais mudanças significativas na forma de informar. “O clima que vivemos agora é muito importante. O jornalismo não deixará de existir de jeito nenhum. Daqui a 10 ou 20 anos acredito que ele será feito de uma forma muito diferente do que é hoje, e os estudantes devem estar interessados porque é um assunto que interferirá diretamentena vida deles”, ressalta.
8º Ciclo de Conferência“A Imprensa discutea imprensa”. Tema: O jornalismo é uma profissão do futuro? Local: auditório do Centro Universitário Unieuro, na Avenida dasNações, Asa Sul. Horário: a partir das 19h. Mediador: Fernando Tolentino de Sousa Vieira. Debatedores: jornalistas João Cláudio Garcia, Nelson Penteado e Nilson Lage. Informações: (61) 3441-9625.
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