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Correio Braziliense declara “guerra” ao Estadão

Postado por deco on March 27, 2009 – 20:065 Comments

Por Deco Bancillon

Do Manual dos Focas

Os jornais Estado de S.Paulo e Correio Braziliense estão em “guerra”. A palavra foi cuidadosamente usada em nota assinada pela colunista do Correio Denise Rothenburg, onde ataca um articulista e o próprio Estadão.

No dia 28 de fevereiro deste ano, na seção Opinião, foi publicado no Estadão artigo do jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas e pintor Mauro Chaves.

Criticava uma suposta reunião no dia 6 de fevereiro entre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até ai tudo bem. O problema está no título dado ao artigo, possivelmente dado pelo editor que fechou a página: “Pó pará, governador?”.

A primeia vista, entende-se como travessura ao sotaque mineiro de Aécio. Mas vai além. Nos bastidores da política, cogita-se que o governador mineiro seja contumaz consumidor de uma substância em pó altamente viciante. Bom entededor saberá a que me refiro.

O resultado do desastrado (ou não) título foi uma revolta do governador, que teria requerido direito de resposta ao Estadão. Não ganhou. O que se sucedeu em diante refletiu como artilharia pesada contra o Estadão.

Até o Correio Braziliense entrou na “guerra”, como o jornal mesmo escreveu em nota publicada no dia 3 de março na coluna da jornalista Denise Rothenburg (Leia abaixo).

Não se sabe, porém, que fim levará o embate.

CORREIO BRAZILIENSE

É guerra/ Mauro Chaves, articulista de O Estado de S.Paulo, que se diz jornalista, advogado, escritor, pintor e administrador de empresas, vai colocar no rodapé de seus artigos uma nova credencial: a de bajulador. Com seu texto primário, senil e irresponsável, o novo bajulador não passa de um bobo da corte a serviço de um jornal que há anos procura um comprador. (leia o artigo em http://buscacb2.correioweb.com.br/correio/2009/03/03/a08-0303.pdf)

ESTADO DE SÃO PAULO

Em conversa com o presidente Lula no dia 6 de fevereiro, uma sexta-feira, o governador Aécio Neves expôs-lhe a estratégia que iria adotar com o PSDB, com vista a obter a indicação de sua candidatura a presidente da República. Essa estratégia consistia num ultimato para que a cúpula tucana definisse a realização de prévias eleitorais presidenciais impreterivelmente até o dia 30 de março – “nem um dia a mais”. Era muito estranho, primeiro, que um candidato a candidato comunicasse sua estratégia eleitoral ao adversário político antes de fazê-lo a seus correligionários. Mais estranho ainda era o fato de uma proposta de procedimento jamais adotada por um partido desde sua fundação, há 20 anos – o que exigiria, no mínimo, uma ampla discussão partidária interna -, fosse introduzida por meio de um ultimato, uma “exigência” a ser cumprida em um mês e meio, sob pena de… De quê, mesmo? (Leia o artigo em http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php)

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5 Comments »

  • Cesar Cardoso says:

    O mesmo texto da Denise Rothenburg saiu no Estado de Minas, com outro título (não lembro qual agora)

  • Ocorre que o Correio Braziliense utiliza e manda material de todos os Diários Associados. Talvez nem tenha sido a Denise quem escreveu tal nota. Está mais com a cara de decisão editorial de todo o grupo do que uma ação do Correio Braziliense ou Estado de Minas.

  • Isaías Monteiro says:

    O artigo é sincero e, por isso, a resposta veio gratuita e “espontânea”. Como colunista, faltaram argumentos à Denise. Difícil não ver a nota como mera agressão. A reação parece não ser direcionada ao jornalista ou à totalidade do artigo, mas sim à constatação do autor no trecho abaixo:
    “…não há dúvida de que sob o ponto de vista político-administrativo Serra e Aécio são semelhantes, porque comandam administrações competentes.

    Ressalvem-se apenas as profundas diferenças de cobrança de opinião pública entre Minas e São Paulo. Quem já leu os jornais mineiros fica impressionado com a absoluta falta de crítica em relação a tudo o que se relacione, direta ou indiretamente, ao governo ou ao governador.

    O caso do “mensalão tucano” só foi publicado pelos jornais de Minas depois que a imprensa do País inteiro já tinha dele tratado – e que o governador se pronunciou a respeito. É que em Minas imprensa e governo são irmãos xifópagos. Em São Paulo, ao contrário, não só Serra como todos os governos e governadores anteriores sempre foram cobrados com força, cabresto curto, especialmente pelos dois jornais mais importantes. Neste aspecto a democracia em São Paulo é mais direta que a mineira (assim como a de Montoro era mais direta que a de Tancredo). Fora isso, os governadores dos dois Estados são, com justiça, bem avaliados por suas respectivas populações.”

  • Daniel Mello says:

    Briga entre políticos se transforma em disputa entre jornais.
    Quer dizer que o Estadão tomou o partido do Serra e os Associados do Aécio?
    Isso traz credibilidade?
    Engraçado a acusação dos Associados de que o Estadão quer se vender, quando a atitude do grupo parece ligada ao interesse nas verbas de publicidade do governo mineiro.
    Acho que essa briga só mostra como os veículos de comunicaçã estão cada vez entrosados com os grupos políticos e dependentes das verbas publicitárias dos governos.

    E sobre o nariz de Aécio, não sei se é verdade, mas o boato é antigo e bem conhecido…

  • VICTOR says:

    No míniumo mostra o quanto os diários associados estão comprometidos com aécio.

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