Até que ponto eu posso passar uma informação adiante?
João Porto
Da equipe Manual dos Focas
A busca pelo furo (mesmo parecendo uma situação erótica) está no cotidiano de qualquer profissional da imprensa. O editor parece um louco que sempre pergunta: – Temos isso? Como não temos? Que diabos você foi fazer lá?
Tomar furo realmente é lamentável, principalmente se você trabalha como setorista. Afinal você é pago para saber tudo do lugar apesar de muitas vezes isso ser impossível. Uma boa forma de ter tudo isso na mão é o trabalho em equipe.
Alguns jornais e editores instruem seus repórteres a não dividir informações com nenhum outro colega, mas esta atitude pode lhe salvar num dia de perrengue.
Existem informações que pode ser repassadas tranqüilamente. Um bom exemplo são as coletivas, não existe porque de regular a informação para aquele coleguinha que chegou atrasado. Negar informação neste caso só mostra que você desconhece a relevância do assunto abordado.
Grandes acontecimentos, como catástrofes ou prisões importantes, quando mais de um veículo de imprensa já está no local, também não adianta segurar informação sobre o que aconteceu. Cedo ou tarde todo mundo vai ficar sabendo.
Agora pergunto ao meu querido leitor(a). Quais outros tipos de situações que eu posso passar a informação para um colega sem me preocupar?
Na próxima quarta-feira eu volto para falar sobre as entrevistas exclusivas. Um abraço.
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Talvez mais interessante do que o próprio furo – e essa busca doida por ele – é o risco de erro e a falta de profundidade nesses assuntos. Furo não deve ser dado como algo definitivo, mas como anúncio de alguma reportagem mais aprofundada sobre o assunto – o que, infelizmente, não acontece com tanta frequência.. :/
Gosto muito desse site.
Bom trabalho.
Valeu Yuri, quando puder conte pra gente sua experiência em administrar informações de fontes. Forte abraço.
Caro João, amigo velho, acredito que a questão de segurar ou não uma informação vai depender, também, da proximidade dos jornalistas. Existe sempre aquele coleguinha que você pode contar ou aquele que não. Me atrevo, inclusive, a dizer que existem coleguinhas de profissão que vão além do simples colegismo. Eu mesmo já tive experiências deste tipo, de dividir um “furo” com uma amiga, onde apenas os dois (de empresas diferentes, mas ambos de rádio) cobrimos. Quando descobri a tal matéria, liguei no celular particular dela para compartilhar. Fui recompensado por isso, com essa mesma amiga me passando outros furos. Repito, tudo vai depender da relação entre os jornalistas…