Colunista do Manual dá dicas de como se iniciar no fotojornalismo
Alexandra Martins, colunista do Manual dos Focas
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Dia desses me pediram dicas para se tornar um bom fotojornalista. Tenho pouco tempo de carreira nessa área, mas como já passei por algumas redações e fiz freelas para revistas de Brasília tomo a liberdade de escrever algumas sugestões baseada nas experiências que tive.
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Na faculdade
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Para aquelas pessoas que estão cursando jornalismo, sugiro não abandonar o curso, apesar da decisão da não obrigatoriedade do diploma. É na faculdade que acontecem os primeiros contatos profissionais e essas pessoas podem te indicar para freelas ou trabalhos dentro da redação.
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Grande parte das oportunidades que tive no fotojornalismo vieram de indicação de colegas com quem estudei na faculdade. Normalmente dentro do curso de jornalismo serão poucas as pessoas que querem a fotografia como profissão. Aproveite essa oportunidade para ampliar os contatos e descobrir quem está estagiando na empresa onde pretende trabalhar algum dia.
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Entre colegas
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Mostre suas fotos para colegas e amigos, e pergunte o que eles acham do seu trabalho. Se expor é uma boa forma de saber como e onde melhorar. Algumas opiniões podem ser um tanto cruéis, mas não se deixe abalar com isso.
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A aparição de orkut, facebook, twitter e blogs facilitaram muito a comunicação. Procure na rede virtual algum contato ou site do/a fotógrafo/a que você admira e peça a opinião dele sobre seu trabalho.
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Em Brasília, onde eu moro, admiro muito as imagens e as opiniões de um fotógrafo bem antigo da cidade: Luis Humberto. Certo dia consegui o endereço da casa dele e fui visitá-lo com o objetivo de mostrar meu portfólio. Para a minha surpresa ele me recebeu muito bem e ficamos a tarde inteira conversando sobre fotografia, fotojornalismo, mídia e artes. Mas claro que já houve situações em que um fotógrafo que eu admirava se mostrou muito ignorante e nem quis ver meus trabalhos porque eu sou uma iniciante.
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Ler imagens
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Tente criar uma rotina de analisar imagens do jornal de acordo com as matérias e pense de que forma você faria diferente. Há várias maneiras de ilustrar o mesmo assunto, como seria a sua maneira? Outro bom exercício é comparar as fotos de uma mesma pauta dos jornais da sua cidade e saber quais soluções foram feitas para uma mesma matéria.
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Em entrevista ao blog da Folha de S. Paulo, o repórter-fotográfico da sucursal do Rio de Janeiro Rafael Andrade (http://dezesseistrintaecinco.blogspot.com) conta um pouco do episódio em que foi dispensado do serviço e, mesmo longe do meio, manteve o hábito de estudar imagens de jornais. “Quando fiquei desempregado há uns anos, após sair de um estágio em jornal grande, passei um ano como assistente em um estúdio. Todo dia eu lia o jornal que me dispensou e via cada foto que era publicada. E fazia exatamente isso: estudava cada foto, principalmente as ruins, para criar um repertório na minha cabeça de soluções para situações jornalísticas. Isso ajuda muito todos os dias.”
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Estar na rua
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Estar na rua é antes de tudo ser visto. Mesmo que não esteja trabalhando para nenhuma empresa, procure ir a shows e eventos pelo simples prazer de fotografar e criar um bom portfólio e, claro, para poder puxar papo com fotógrafos que estejam no local.
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É sempre bom ser visto pelos outros fotojornalistas. Você acaba virando uma figurinha carimbada no meio e, dependendo da intimidade que criar com outros profissionais, pode saber onde está rolando uma vaga de emprego/estágio. Eventos de graça normalmente não pedem credencial de imprensa. Procure se certificar como funcionam as regras burocráticas de cada local para não dar com a cara na porta.
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