Governo no banco dos réus. Parte III
Luan Iglesias
Da sucursal MF na Região Sul
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Improbidade administrativa
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A ação de improbidade administrativa ajuizada na quarta-feira, 5, na 3ª Vara da Justiça Federal de Santa Maria, é resultado de quase um ano de reanálise dos elementos coletados na Operação Rodin.
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Ao todo, são nove nomes cumprindo o papel de réus: a governadora Yeda Crusius, o professor Carlos Crusius (ex-marido da governadora, também citado no escândalo do caixa dois), os deputados José Otávio Germano, Luiz Fernando Záchia, Frederico Antunes (ex-presidente da Assembléia Legislativa), o ex-secretário Delson Martini, a assessora da governadora Walna Vilarins Meneses, o diretor do Banrisul Rubens Bordini e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz Vargas.
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Na peça, os procuradores se limitaram a declarar que os nomes citados são beneficiários, operadores ou intermediários de irregularidades. A Justiça Federal deve se manifestar sobre o pedido nos próximos dias.
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Além de resultar na perda dos direitos políticos dos réus envolvidos, a ação prevê que eles, caso condenados, devolvam aos cofres públicos os valores tomados de forma irregular. Quantia calculada em R$ 44 milhões. Caso o pedido dos procuradores seja acatado pela Justiça Federal, os réus políticos também deverão deixar os cargos até o fim do processo.
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Nota de esclarecimento público
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Ainda na noite da quarta-feira, 5, o governo do estado se manifestou sobre a ação civil movida pelo MPF. Em seu blog, a colunista de Zero Hora Rosane de Oliveira cita a nota que recai sobre os procuradores.
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Atualidades
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Yeda Crusius chega a um período de sua carreira política que entra para história de todos os governos do Rio Grande do Sul. Além de ser a primeira mulher a comandar os gaúchos, é também a governante pioneira, em exercício, a torna-se réu de uma ação movida pelo MPF. É bem verdade que Yeda alcançou outro fato histórico: após 37 anos, tirou o Rio Grande do Sul do déficit milionário. O anúncio foi realizado em novembro de 2008, data em que o Estado também efetuou o pagamento do 13° salário antecipado, com recursos próprios, o que não ocorria desde 1994. Entretanto, a onda de denúncias que assola a estabilidade política do Rio Grande do Sul há, pelo menos, dois anos e meio, tem feito da Yeda Crusius a governadora mais impopular de todo território brasileiro. Um marco que paira no ar incertezas quanto ao futuro do Palácio Piratini.
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Parece que as constantes dores de cabeça devem ter fim. Um documento pesado, de 1.238 páginas, em poder do Ministério Público Federal, denota razões contrárias a uma das propriedades lógicas da matemática: a soma dos fatores pode, sim, alterar o produto.
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