Knight Center for Journalism
Em uma coluna para o Canadian Journalism Project, a jornalista Kate Dubinski, da London Free Press, descreve sua recente cobertura do julgamento pelo massacre de oito pessoas em Ontário (Canadá), incluindo seis membros de uma quadrilha de motociclistas conhecida como Bandidos.
A repórter que é normalmente destacada para esse tipo de crime, Jane Sims, cobriu o julgamento na sala principal da corte, enquanto Dubinski publicava as informações no Twitter em uma sala próxima ao evento. Os leitores de Dubinski, no começo do julgamento, não passavam de 12, ao final, chegaram a mais de mil. “Me vi como a pessoa que anunciava cada jogada e Sims como a analista depois do jogo”, disse a jornalista.
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Dubinski afirma que atribuir a um repórter a tarefa de cobrir um julgamento enquanto outro o faz via Twitter (ao invés de escrever o ocorrido na edição do dia seguinte) é uma inversão, mas uma muito importante, que desafia a maneira tradicional de se noticiar eventos judiciais. As entradas no Twitter, diz, colocaram os leitores dentro da Corte e lhes permitiram acompanhar o julgamento como não seria possível pela televisão. Também atrairam leitores que conheciam os suspeitos e as vítimas, que depois foram entrevistados para outras matérias.
Dubinski reconhece: “O Twitter e outras redes sociais pretendem eliminar a necessidade de jornalistas como eu”. Ninguém mais em Londres sabia do julgamento via Twitter, completa. Ela conclui que essa forma de informar é “outra maneira com a qual os jornalistas e os meios de comunicação podem diferenciar-se do resto”.
Comentário foca: No Brasil isso não é bem uma novidade. Os repórteres tupiniquins sempre postam suas impressões dos julgamentos no #STF.
Realmente o twitter se mostra uma excelente ferramenta para transmissões de informação ao vivo.
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