Emilly Garcia
Da equipe Manual dos Focas
Belém – O podcast pode ser uma ferramenta aliada do jornalista. O dispositivo permite a divulgação de arquivos de áudio em formato mp3, sem a necessidade de uma base (antena) transmissora, a exemplo das web rádios. Basta ter o áudio gravado, placas de som e conexão à internet.
O termo ‘podcast’ foi criado em 2006 e significa a união entre as palavras iPOD (mp3 player da Apple) e broadcasting (transmissão, difusão). Os podcasts simulam a transmissão de uma rádio comum, a diferença é que o áudio é gravado e fica disponível a qualquer hora que for acessado, basta apertar o play.

Já existem gravadores mp3 que facilitam a nossa vida, mas um celular ou qualquer gravador com entrada para fones de ouvido e ajuda do Sound Forge, programa de edição de áudio, pode converter as ondas sonoras em formato mp3.
Graças à internet o recurso do áudio não é mais restrito aos jornalistas de rádio. Blogueiros, freelas e webjornalistas têm ao alcance mais uma possibilidade de levar informação ao público da melhor forma possível. O uso dessa ferramenta pode tornar a reportagem mais interessante e mais completa. Sites de rádios renomadas, como a CBN, há muito já aderiram a esse recurso. A CBN utiliza inclusive o RSS (Real Simple Syndication), uma espécie de assinatura online de arquivos de áudio.
Imagine você caminhando na rua no momento em que o Sindicato dos Transportes Alternativos resolve bloquear a via. Você com seu gravador pode apurar, levantar dados, ouvir as fontes e preparar sua própria matéria. Óbvio que alguns detalhes podem ser checados em um outro momento, mas a entrevista in loco, o furo, você já vai ter conseguido. Fazendo um trocadilho barato com a máxima de Glauber Rocha, basta um gravador na mão e uma história interessante (e, claro, internet).
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