Haiti: na web, os gritos de um país enterrado vivo

Victor Martins
Da equipe Manual dos Focas
Imagens no Youtube, pedidos de ajuda no Twitter e no Face Book, pode parecer surreal, mas o Haiti pediu socorro, primeiro, pela internet. Quase ao vivo os moradores do país caribenho mostraram ao mundo seus parentes, amigos e vizinhos enterrados vivos por um terromoto de 7,3 graus de intensidade. Umas das primeiras imagens a rodar o mundo foi a de uma garota sob um morro que dava vista para parte de Porto Princípe, capital Haitiana. Ela gritava: “É o fim do mundo! O mundo está acabando”. Enquando fazia as imagens, a poeira cobria o que era uma região populosa e os prédios afundavam nos prórpios tijolos.
A internet mostrou, quase em tempo real, pessoas vivas em túmulos de ferro, pedra e barro. Todos soterrados e esmagados pelos próprios lares. Semi-vivos que pediam socorro por horas, sem ter alguém para lhes resgatar. Um dos casos mais emocionantes foi de uma mulher presa sob os escombros. Com a ajuda da tecnologia, um celular, ligou para o marido. O problema é que ele estava distante 270 km da esposa. Em desepero, o homem atravessou o país e, 10 horas depois da ligação, resgatou a companheira.
A tecnologia, em um país onde ela é precária, salvou algumas vidas e chamou a atenção do mundo rapidamente para um desastre que pode ter tirado a vida de mais de 100 mil pessoas. Até a noite de quarta-feira (13/01), 1,8 milhão de textos acerca do terremoto já haviam sido publicados na internet. Os jornais aproveitaram o poder da web e fizeram uso das novas mídias para informar ao público. A Folha de S.Paulo foi um dos primeiros. Abriu perfis no Face Book e no Twitter para que vítimas e testemunhas da catástrofe relatassem o que foi o fim do mundo para os Haitianos.
Para o grande jornalismo o desafio também vai ser enorme nesta cobertura. Na ilha, a média é de uma linha telefônica para cada 90 habitantes. A internet é inconstante e os celulares funcionam mal. Com o terremoto, a telefonia móvel ficou prejudicada e a internet também. Ao que parece, pelos relatos de colegas que já foram ou estão a caminho do Haiti, transmitir um texto, uma imagem ou um áudio, será tão heróico quanto chegar a Porto Princípe, cidade que segundo especialistas, passou por um terromoto equivalente a 30 bombas de Hiroshima.
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O artigo está bem interessante. Só necessita de uma revisão ortográfica.
Tem razão Ben. Vou dar uma revisada daqui a pouco! Obrigado pela observação. Sempre que encontrar algo, nos avise.